Economia

 

Quinhentos mil cruzeiros e nenhuma saudade. A cédula emitida em 1994, antes do Plano Real, mal dava para fazer o mercado.

Quando algum governante fala que inflação não é um problema, aqueles que viveram os tempos da hiperinflação se assombram.

Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha derrotada foi obrigada a pagar os custos do conflito. A forma encontrada pelos alemães foi simples: emissão de moeda. O resultado, previsível: hiperinflação. Conta-se que os alemães sempre levavam o carrinho de compras ao mercado, não para as compras, mas para carregar as cédulas. O desespero econômico alemão gerou o terror nazista e o resultado todos conhecemos.

O Brasil também teve sua dívida externa. No início dos anos '70, os árabes reuniram-se para aumentar consideravelmente o preço do petróleo. Grande parte do mundo Ocidental entrou em crise, mas não o Brasil. Os árabes depositaram seus petrodólares nos grandes bancos, que abarrotados de dinheiro queriam emprestar grandes somas. O Brasil entrou no jogo do dinheiro fácil, o que resultou no "milagre" brasileiro, e o País foi catapultado para a oitava maior economia do mundo, na época.

No início dos anos '80, os EUA aumentaram bastante os juros para reduzir sua inflação, um resultado da crise dos anos anteriores. Isso aumentou também a dívida externa brasileira, consideravelmente.

O pagamento da dívida provocou inflação, que virou hiperinflação, que virou estagflação, que virou desespero. O Brasil dos anos '80 foi um laboratório econômico para o mundo, com lições sobre o que não deve ser feito. Parece que todas as medidas amargas foram tentadas. De positivo, houve um saneamento da economia, apesar de doloroso, criando as bases para seu fortalecimento.

No início dos anos '90, finalmente entendeu-se o conceito de inflação inercial. O processo pode ser explicado, com adaptações, pela primeira lei do movimento de Newton. Essa foi a base do Plano Real.

Alguns economistas inventam termos complexos e teorias mirabolantes para explicar coisas simples, que toda dona de casa sabe. Dívida deve ser paga e com juros, de um jeito ou de outro. Riqueza se constrói com trabalho e zelo. Grande parte daqueles que ganham na Loteria perdem o dinheiro tão fácil quanto ganhou.

Desde 2008, após o estouro da bolha imobiliária nos EUA, economistas afirmam, toda semana, que a economia estadunidense está se recuperando. O otimismo é um dos maravilhosos recursos da mente humana. O realismo, entretanto, sempre bate à porta para mostrar um cenário diferente. Não ajuda o fato de que o colapso de grandes potências é historicamente acelerado por grandes gastos em conflitos armados, um caminho que parece arrastar também os EUA.

A melhoria de alguns índices econômicos dos EUA é financiada, em boa parte, pelo aumento da dívida pública, que a próxima geração terá que pagar. Só daqui a duas décadas saberemos como eles saíram dessa.

A farra keynesiana e o populismo

As razões de como os EUA se recuperaram da Grande Depressão, no início dos anos '30, costumam ser mal entendidas, principalmente com relação ao contexto global da época. Na segunda metade dos anos '30, o mundo estava em franco desenvolvimento, incluindo o Brasil. Os gastos estatais entraram em contrapartida ao espírito empreendedor da época.

Donas de casa sabem que, em épocas difíceis, aperta-se o cinto. Infelizmente, democracias costumam eleger aqueles que prometem fazer o contrário, então, usam Keynes. Seus defensores são célebres, como, por exemplo, o ex-presidente do FED Ben Bernanke e o prêmio Nobel Paul Krugman, também famoso por falar bobagens. Suas ideias justificaram, por exemplo, o uso de dinheiro do povo para socorrer grandes bancos. Parte desse dinheiro foi usada para pagar bonos aos executivos dos bancos quebrados e não se sabe que Bernanke achou ruim.

De certa forma, o Brasil tentou a via keynesiana, no final dos anos '70 e início dos '80, quando o País estava atolado em dívidas. O ministro Delfim Netto declarou, em entrevista recente (2014), que o Brasil estava quebrado em 1979. Entretanto, Delfim dizia no início dos anos '80 "plante que o João garante" e os estoques de alimentos apodreceram nos armazéns do governo. Continuava-se a execução de empreendimentos megalomaníacos dos militares, sob o lema de Delfim de que primeiro era preciso fazer o bolo, para depois distribuir. Mas ninguém comeu esse bolo, em seu lugar engolimos a crise da dívida. Então, Delfim engatou outro lema: dívida não se paga, se administra. Mas, em meados dos anos '80, o Brasil não conseguiu mais administrar a dívida e deu um calote. Até hoje pagamos por ele, pois esse calote ainda é considerado pelas empresas que avaliam risco, resultando em taxas mais altas para o Brasil. A consequência da farra brasileira, na segunda metade dos anos '70, com dinheiro emprestado, resultou no desespero econômico do final dos anos '80.

Empréstimos podem ser bons, mas devem ser usados de forma responsável.

Por Jonildo Bacelar, editor do Guia Geográfico.

 

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