História da Imprensa no Brasil

No Brasil, a notícia escrita começou na Bahia, com a Carta de Caminha. Em 1627, o baiano Frei Vicente do Salvador foi o primeiro brasileiro a escrever um livro de História do Brasil, mas o primeiro a ter um livro publicado foi outro baiano, o escritor Manoel Botelho de Oliveyra (1636-1711).

Em Portugal, o primeiro jornal periódico foi a Gazeta, lançada em 1641, após a restauração da Coroa portuguesa, mas as primeiras impressões ocorreram no final do século 15.

A imprensa teve seu início oficial no Brasil em 13 de maio de 1808, com a fundação da Impressão Régia, no Rio de Janeiro, pelo Príncipe Regente Dom João. A Gazeta do Rio de Janeiro, da Impressão Régia, foi o primeiro jornal publicado no Brasil. Seu primeiro exemplar foi lançado em 10 de setembro de 1808.

Antes disso, em junho de 1808, começou a circular no Brasil o Correio Braziliense, um jornal clandestino e independente, impresso em Londres, por Hypolito José da Costa (1774-1823), patrono da cadeira 17 da ABL. Hypólito, que foi anteriormente diretor da Imprensa Régia, em Portugal, foi perseguido e preso por suas atividades nas "Casas Maçônicas". Fugiu da prisão, em 1805, indo para Londres.

Antes de 1808, os portugueses não viam com bons olhos a publicação de material impresso no Brasil, obviamente por facilitarem as revoluções.

É possível que as primeiras impressões com tipos móveis no Brasil tenham sido feitas no Recife, no século 17, durante o domínio holandês. Existem referências a uma tipografia que funcionou, também em Recife, em 1706, e outra no Rio de Janeiro, em 1747, ambas de duração efêmera, pois foram logo fechadas por ordem de Portugal.

Com a impressão proibida no Brasil, o século 18 viu a circulação de panfletos manuscritos, muitas vezes anônimos, como aqueles da Conjuração Baiana, do jornalista Cypriano Barata.

A primeira gazeta de propriedade privada, publicada no Brasil, nasceu na Bahia, em maio de 1811, com o nome de Idade d'Ouro do Brazil e circulou até 1823. Na época, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, o Conde de Linhares, condicionou sua criação à existência de um revisor, papel aceito pelo Conde dos Arcos.

A censura prévia no Brasil continuou até 1821, quando foi abolida pelo Príncipe Regente D. Pedro. Infelizmente, a censura retornou em outras épocas do Brasil independente.

No início do século 20, os jornais eram os principais meios de comunicação em massa no mundo. A concorrência era grande e existiam jornais matutinos e vespertinos.

O século 20 foi tecnologicamente desafiador para a imprensa (censura e perseguição sempre existiram). Os paradigmas da comunicação de massa mudou algumas vezes.

Nos anos 1920, chegou o rádio e não se pagava mais pela notícia. As emissoras precisavam, então, de patrocinadores. Nos anos '50 chegou a televisão e sua revolução das imagens.

Se o século 20 foi difícil para as empresas de comunicação, o século 21 chega avassalador. A mídia impressa dá seus últimos suspiros. A televisão tem seus dias contados. Em poucos anos, todo o conteúdo da TV será transmitido pela Internet para quando e onde os internautas quiserem ver. O Youtube TV foi lançado em março de 2017.

Até o século 19, a imprensa era principalmente regional. No século 20, a imprensa foi dominada por poucos e grandes grupos de comunicação para as grandes massas, processo que requeria bastante capital e concessões do governo.

O século 21 será marcado pela comunicação das grandes massas para as grandes massas e será dominado por mentes educadas para entenderem padrões no caos. As grande corporações já disputam espaço na Internet com adolescentes que possuem apenas um computador em seu quarto. Mas a informação de qualidade sempre terá seu lugar e muitas empresas encontrarão seu espaço.

Por Jonildo Bacelar

 

 

A Evolução nos Meios de Comunicação

Primeiro eram sinais e grunhidos.

Depois os humanos inventaram a falar e as novidades eram espalhadas, boca a boca. Esse foi o mais revolucionário meio de comunicação de todos os tempos. Ainda hoje, funciona muito bem, apesar dos mal-entendidos. Também deu origem às fofocas, um eficiente meio de integração social.

Outra revolução foi a invenção da escrita, que permitiu a comunicação através dos tempos. Depois chegaram os arautos, que gritavam as notícias oficiais, lidas em um manuscrito. E chegou a imprensa, um eficiente meio de comunicação em massa.

Em seguida chegaram o telégrafo, o telefone, o rádio, a TV e a Internet, além de outros meios intermediários.

No século 21, o desafio não é mais ter acesso à informação, mas saber selecioná-la.

 

 

 

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Gazeta Ouro

 

Máquina de impressão francesa Alauzet, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Uma das mais antigas existentes no Brasil. Esse tipo de impressão surgiu na Europa, no início do século 19 (Foto: Nelson Cadena, blogs.ibahia.com).

 

Praça Paz Celestial

 

O Prédio histórico do Jornal A Tarde, na Praça Castro Alves, em Salvador, fotografia de cerca de 1935. Foi tombado e atualmente não é mais a sede do Jornal, que foi transferida para o Caminho das Árvores, para poder abrigar novos equipamentos de impressão. O Prédio foi adquirido por uma rede hoteleira.

Por muito tempo o Jornal A Tarde, fundado em 1912 pelo jornalista Simões Filho (1886-1957), foi o maior meio de comunicação do Norte e Nordeste do País.

 

Cinema

 

A Idade d'Ouro do Brazil, o primeiro jornal privado do Brasil, lançado na Bahia, em 1811.

 

Assis Chateaubriand

 

Beijing, junho de 1989. Uma das cenas inesquecíveis do século 20, foto de Jeff Widener. Durante os protestos pró-democracia na praça da Paz Celestial, um chinês bloqueia, com o seu próprio corpo, uma coluna de tanques. O confronto deixou centenas de mortos. O destino e a identidade do herói são desconhecidos. O governo chinês censurou os protestos, mas a Imprensa internacional divulgou as cenas pelo mundo.

 

O paraibano Assis Chateaubriand (1892-1968) foi um visionário magnata das comunicações, no século 20. Nasceu em Umbuzeiro, na Paraíba, em 05/10/1892. Estudou Direito, em Recife, onde tornou-se professor da Universidade e iniciou sua carreira jornalística.

Depois foi senador, fundou o MASP, entrou para a Academia Brasileira de Letras e fundou jornais, estações de rádio e foi pioneiro na televisão brasileira. Uma das personalidades mais influentes de seu tempo.

 

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